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Desapaixonar??? 

É sempre fácil desapaixonar quando se acredita ter um bom motivo,

Uma traição

Ciúmes exacerbados

Incompatibilidade amorosa

Ou uma compatibilidade sanguínea

Problemáticas de família

E até mesmo por futilidades materiais

Desapaixona-se porque se acabam as riquezas ou porque elas chegam

Até mesmo por falta de estilo já tiveram desapaixonados

Também por falta de emprego,

Mas muito mais por falta de carinho e tempo!

Se desapaixonar sem motivo eu nunca tinha visto

Mesmo ainda amando demais...

Saudade demais...

Necessidades do outro além do demais...

Este é o desapaixonado apaixonado!

Um paradoxo do coração...

Já vi choro dolorido implorando desapaixão por ter sido amado de menos,

Mas por ser amado e ter amado demais eu nunca tinha visto....

Amigos chegam para dizer coisas que você já sabe:

“- Você precisa se desapaixonar...”

Como se fosse tão fácil...

É fácil você falar pra outro, mas deixe sentir no fim da garganta esse gosto de final forçado pra ver...

Parece clinica de desintoxicação...

Você grita, briga, chora, sente a dor da falta, mente pra se salvar,

Pra tentar salvar sua compaixão...

Você sofre... Sente dor de cortes que não sangram!

E a salvação para um desapaixonado apaixonado poderia ser um transplante de coração

“Necessita-se de um coração desapaixonado pra ontem!”

Não seria pra sentir a sua paz viva,

Mas sim pra deixar que outra vida viva!

Este é o motivo da necessidade da desapaixão de quem ainda ama...

Alguém nesse momento te ama em silêncio e pede pro céu que tudo acabe logo e bem...

“Cadê a paz que eu mereço?”

Se desapaixonar é muito difícil, com motivos e pior ainda sem eles

E não há poesia que acalme o coração de um desapaixonado apaixonado,

Você fica na sensibilidade de um dente de leão...



- Postado por: Dennis Cordeiro às 13h27
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Perdoar é Preciso! ?

“Tempo vem para me ensinar o que o meu pai não me ensinou

Leva essa magoa embora...”

 

Que critério se deve usar pra perdoar?

Que critério se deve usar pra pedir perdão?

Qual é a carta na manga que você tem pra acalmar o coração em tempos de guerra?

Tempo?

Sentimentos?

Considerações?

Compaixão?

Sem paixão?

Qual é a tática que você usa pra salvar seu coração?

Eu que sempre achei que sabia e já sentia tudo que o mundo nos joga na cara, e estava com o coração domado...

Deparo-me em dias de perdoar e ser perdoado...

Dizem que a paz que um coração merece é a de saber perdoar...

Mas será que a gente aprende mesmo?

Das coisas que precisam ser perdoadas, pra mim, estão sendo superadas.

Já perdoei (ou superei) quem foi embora sem me esperar...

Já perdoei (ou superei) quem burlou meus planos

Já perdoei (ou superei) quem roubou minha paz

Quem tirou meu sono

Perto das coisas que eu tinha pra perdoar, não chega aos pés da que preciso ser perdoado...

Eu que já estava cansado de ouvir palavras de desculpas, já não sei mais em qual e de que forma usar pra alcançar esse êxito.

Já me deram como remédio o tempo...

Mas o que eu faço com a saudade?

Já me deram como motivos meus tropeços...

Mas que estradas que não tem pedras?

Minhas verdades e minhas mentiras...

Enfim... mil motivos pra esperar ou não ter perdão!

Mas o que eu faço com tudo que sinto... mesmo errado...e um pouco certo?

A maior perda do meu tempo se deu quando reconheci uma infinidade de defeitos em mim na hora que não teve nem mais meio minuto pra tentar consertar...

Já que dizem que o tempo cura tudo...que o tempo é o senhor das razões...que o tempo é aquilo...que o tempo é isso...

Não vou dizer igual a todos... colocar nas mãos de Deus...

Coloco minha vida nas mãos do tempo...

Deixo o tempo como meu mestre a partir de hoje...

E que eu alcance a graça!

 

“... Se você tem um grande amor e esse alguém não lhe perdoou

Dê tempo pra ele agora

Mas não deixe ele partir

Não deixe ele escapar

Deixe o tempo reagir

Deixa o tempo atuar

Abra o coração pra esse amor

Perdão faz bem pra vida inteira

Pra vida inteira...”



- Postado por: Dennis Cordeiro às 09h45
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Momento Fênix

 

"eu quero tudo novo de novo! vamos nos jogar onde já caímos!"

Você já se viu na situção de coitadinho, de "vitíma"... Eu já! E sabe de uma coisa.

Me cansei. Cansei de ser vitíma de minhas próprias armadilhas, de me aprisionar a "conceitos". De seguir "padrões", de ter que estar sempre em forma. Tomei as redeas de minha vida, e lancei mão de coisas "superfluas", e agora é bola para frente.

Eu quero TUDO NOVO!!!!!!

Pois é...
Mais um ciclo acaba e outro começa...
(Só acredito em recomeços quando eles dependem apenas de mim...)
Acabou minha "fase Coitadinho" rs...
Muitas histórias pra contar... rs
Mas agora estou esperando novas histórias...
Novas mudanças...
Novas pessoas...
Novas atitudes...
Novos pensamentos...
Novos desafios...
Novos projetos...
Novos sonhos...

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Hoje acordei com a alma inundada de paz, serenidade, por que  não esperanças??
Hoje definitivamente, é o primeiro dia do resto da minha vida...
E eu quero é +!!!

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Ps1)Fugi de mim mesmo por tanto tempo que mal me reconheço no espelho!


Ps2)Sofrimento é opcional... Crescer é inevitável...

Ps3) Não que eu seja uma "Pasquale Neto" ... Mas tem gente que escreve tão mal, que dá pena do futuro da nação... affffff
Será que mataram aula no pré-primário??? hahaha! afffff...
 
Ps4) Este Post está totalmente fora de "padrões", totalmente sem propósito. Ok...


- Postado por: Dennis Cordeiro às 08h07
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 Individualismo não é egoísmo

 Individualismo é uma palavra que provoca polêmicas e mal-entendidos. Penso que quando isso acontece é porque o termo está sendo usado com múltiplos significados, o que desencadeará emoções diferentes de acordo com o modo como cada um a entenda.

Individualismo é palavra que determina juízo negativo quando é usada como sinônimo de egoísmo. O mesmo acontece quando ela é usada para descrever uma pessoa incompetente para relacionamentos afetivos e para uma adequada integração em grupos de convívio.

 Vale a pena uma reflexão mais rigorosa a respeito do tema, especialmente porque temos vivido uma fase da nossa história na qual cresce a tendência na direção do individualismo. O individualismo tem crescido basicamente em função dos avanços tecnológicos que nos levam a passar cada vez mais tempo em atividades solitárias, tais como o uso do computador, de “walk-man”, de jogos eletrônicos etc.; isso desde os primeiros anos de vida. É fato também que a disponibilidade da maioria das mães diminuiu porque elas hoje também trabalham fora de casa. Além disso, é cada vez mais difícil para as crianças conviverem com outras da mesma idade de forma espontânea, já que as ruas não são mais o “play-ground” que eram.
Podemos definir o individualismo como a capacidade de exercer a própria individualidade. É curioso porque a palavra individualidade tem conotação positiva, como a conquista de um estado de autonomia. Nascemos totalmente sem identidade e em estado de fusão com nossas mães. Levamos mais de 20 anos para completar o processo de desenvolvimento interior que definirá nossa individualidade. Ela é, talvez, uma das nossas maiores conquistas: conseguimos finalmente nos reconhecer como um ser autônomo, com pensamento próprio e pontos de vista construídos a partir de nossas próprias vivências -- é claro que influenciado por tudo o que nos cerca.

A individualidade nos faz conscientes de nossa condição de solitários, de que todos os contatos que estabelecemos com “os outros” é um tanto precário, que nem sempre somos tão bem entendidos como gostaríamos. Isso porque o modo de pensar de cada cérebro é único e a comunicação nem sempre se estabelece.

Por anos lutamos contra a sensação de solidão determinada pela constituição da nossa individualidade. Creio que nós, como espécie, ainda lutamos contra essa condição e só estamos nos aproximando dela em virtude dos avanços tecnológicos que estão nos “forçando” a dar continuidade ao processo de emancipação que sempre tendemos a interromper.

Os processos contrários à individualidade fazem parte do fenômeno amoroso, da tendência que temos de nos aconchegar inicialmente em nossas mães e depois em seus substitutos adultos -- relacionamentos amorosos, patriotismo etc. Ao nos colocarmos como defensores do amor e das tendências gregárias que dele resultam nos posicionamos, nem sempre de modo consciente, contra o desenvolvimento da nossa individualidade. Passamos a considerá-la como nociva ao bem comum, como algo que nos impediria de pensar também no próximo. Para preservar o termo “individualidade”, altera-se o foco das críticas para outra palavra com significado semelhante. Aqueles que são favoráveis às causas coletivas se colocam contra o individualismo - que significa apenas o exercício da individualidade, algo que eles mesmos consideram positivo.

O egoísta é aquele que precisa receber mais do que é capaz de dar. É um fraco e não um esperto. Ou melhor, é esperto porque é fraco e precisa usar a inteligência para ludibriar outras pessoas e delas obter o que necessita e não é capaz de gerar. O egoísta tem que ser simpático e extrovertido. Não é assim porque gosta das pessoas e de estar com elas. É assim porque precisa delas e tem que seduzi-las com o intuito de extrair delas aquilo que necessita.

Uma outra forma de imaturidade emocional, menos dramática que o egoísmo, é a generosidade. O generoso precisa se sentir amado e benquisto. Para atingir esse objetivo faz qualquer tipo de concessão. O egoísta percebe isso - é esperto e atento a todas as oportunidades de se beneficiar - e trata de obter os favores práticos que o generoso está disposto a prestar com o intuito de se sentir aconchegado.

Reafirmo minha convicção que o individualismo corresponde ao atingimento da maturidade emocional, condição indispensável para o estabelecimento de relações afetivas de qualidade e também o surgimento de um efetivo avanço moral entre nós. Essa é a boa notícia que deriva das dramáticas e nem sempre adequadas mudanças que temos acompanhado nos últimos 40 anos. Espero que tenhamos tempo para vê-la florescer, o que só acontecerá se o mundo não acabar justamente em mais uma guerra entre o “bem” e o “mal”!




 



- Postado por: Dennis Cordeiro às 10h25
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Ninguém vive sem amor

 

O modo de vida gay – se é que é possível falar de um modo de vida gay – e os territórios, comportamentos, valores morais, mitos e símbolos que o constituem podem nos levar a crer (e principalmente aos outros) que não há espaço para o amor romântico entre nós homossexuais; ou, no máximo, que nós os gays sabemos gozar as delícias do sexo livre enquanto deixamos os amor à mercê da sorte. A trama de nossas vidas afetivas, entretanto, não é tão simples quanto parece.

Em primeiro lugar, para muitos homossexuais (para a maioria, arrisco afirmar), as delícias do sexo não são experimentadas sem um bocado de culpa e sofrimento posteriores. Quantos gays não se sentem um pouco sujos depois de transarem com anônimos, conhecidos ou profissionais do sexo em lugares de “pegação” ou ao fim de baladas noturnas? Quantos dos que se infectaram pelo HIV não se sentem castigados por conta de seus “atos pecaminosos”? Quantos gays, após o orgasmo com um parceiro, não desejam uma esposa, um filho e um cachorro, como num comercial de margarina?

Nós, homossexuais, somos educados nas mesmas escolas e catequizados nas mesmas igrejas que os heterossexuais; trabalhamos nas mesmas empresas e fábricas em que eles trabalham, e consumimos as obras de arte e os produtos de massa de um mesmo repertório comum; logo, estamos submetidos aos mesmos dois mil anos de cultura judaico-cristã que não só nos forjam como sujeitos e nos levam a gozar com culpa como, principalmente, nos leva a crer no amor, procurar o amor, esperar o amor. “O amor é cristão”, observa o cineasta Arnaldo Jabor.

Mesmo nas saunas, boates, banheiros públicos e pontos de “pegação” – lugares onde o sexo é o rei – a maioria espera encontrar o amor que irá lhe redimir. O que é o amor ao certo é que ninguém sabe... E talvez não se saiba porque ele é ambivalente: o sentimento que todos queremos talvez tenha múltiplas faces (e - por que não? - fases). O amor é uma metamorfose ambulante: é bom demais, mas dói demais sentir; e está em (e nos leva a) muitos cenários, fictícios ou não: quartos de hotéis, noites enluaradas, bares vazios ou cheios, boates, campos de flores, cidade em movimento e desertos.

O amor se imiscui e nos espreita em todos os lugares, inclusive dentro de nós. E pode ser que ele nos ache antes que lancemos os olhos à procura dele. Em resumo, o amor está entre nós, homossexuais, mesmo que os outros não queiram ver. É claro que há amor entre nós! Ele resiste à conhecida repressão e à violência de toda ordem. O amor se mantém vivo entre nós apesar de nossa secura, da água implícita, do beijo tácito e da sede infinita.


- Postado por: Dennis Cordeiro às 10h56
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